DANIEL PEDRO FERRO CARDOSO - ENGENHEIRO
E ARQUITETO
DANIEL PEDRO FERRO CARDOSO - Primeiro engenheiro natalense, arquiteto, inventor.
È nome de Rua em Felipe Camarão, Natal. Ferro Cardoso nasceu em Natal-RN, a 8
de outubro de 1837 ~ Rio-RJ, a 4 de abril de 1899;
Daniel Pedro - Nasceu
em Natal, em 08.10.1837, filho de Manuel José Cardoso e d. Maria Leopoldina
Cardoso. Foi seu padrinho de batismo Joaquim Xavier Garcia de Almeida, sobrinho
do Padre Miguelinho (V. “CASTRO, Pe. Miguel Joaquim de Almeida”, Século XVIII).
Deve ter estudado no Atheneu, diz Cascudo. Cursou engenharia no Rio de Janeiro,
tornando-se o primeiro engenheiro e arquiteto do Rio Grande do Norte. Foi para
a Europa, radicando-se em Paris, ali e na Bélgica complementando seus estudos.
Em Bruxelas, recebeu o título de “doutor em ciências físicas e naturais”.
Participou intensamente dos primórdios do movimento republicano, propagandeando
o ideal democrático no âmbito das classes menos favorecidas (chegou a fundar
uma liga operária, com esse objetivo). Quando foi fundado o Partido Republicano
no Rio Grande do Norte (V. “MARANHÃO, Pedro Velho de Albuquerque”, Século XIX)
residia em Paris, de lá enviando uma mensagem-manifesto ao povo desta Província
vazada em termos profundamente patrióticos. Ferro Cardoso foi cônsul do Brasil
em New Orleans, onde divulgou as coisas do Brasil, suas riquezas, potencial de
mercado, cultura, etc. Na Exposição Universal (Paris, 1889), uma sua invenção
(um torrador de café, cacau, chicória, etc., através de vapor) obteve honrosa
premiação. É dele a concepção arquitetônica da cúpula da Igreja da Candelária,
no Rio de Janeiro, assim como um plano de inovações urbanísticas no centro de
Bruxelas (1). Ferro Cardoso tentou uma cadeira de deputado ao Congresso
Constituinte mas, não sendo eleito, optou por afastar-se da política. Faleceu
no Rio de Janeiro, em 5 de abril de 1899.
Cascudo menciona um episódio profundamente emocional, para a
sua filha (Beatriz Ferro Cardoso). Certa vez, passeando em Bruxelas, deparou-se
com o esplendor da avenida maravilhosa. Prossegue Cascudo: (...) na esquina do
“boulevard” com a rua Montagne la Cour, (viu) uma placa de mármore com a
inscrição, em relevo: Projet Cardozo (Luís da Câmara Cascudo, O Livro das
Velhas Figuras, vol. 2, p. 32)
FONTE – FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO